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quarta-feira, 13 de maio de 2020

CPI da Saúde alcança governos de Omar, Mello, David, Amazonino e Wilson Lima

MANAUS – A tentativa de instalar uma CPI na ALE (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) para investigar os contratos com empresas na Saúde Pública do Amazonas tem nova etapa. Por pressão do grupo de apoio ao governador Wilson Lima, a nova proposta inclui investigar também contratos de quatro ex-governadores: Omar Aziz, José Melo, David Almeida, Amazonino Mendes.

A mudança foi anunciada pelo deputado Delegado Péricles (PSL), autor do pedido, que acatou a ampliação dos investigados. Péricles aguarda assinaturas de apoio à comissão. O novo documento pede investigação entre os anos de 2011 e 2020 e abrange período que abarca a Operação Maus Caminhos (2016) até o atual governo. Para oficializar o pedido são necessárias oito assinaturas.


“Muitos colegas se manifestaram apoiando a CPI, mas condicionando à investigação de outras gestões. Temos fato determinado que viabiliza a investigação de governos anteriores. A atuação de uma organização criminosa no Estado, com condenados, inclusive. O objetivo agora é buscar a origem de todo esse caos que vivemos hoje”, disse Péricles.

“Sabemos que há claras suspeitas de outras organizações que existiram e atuaram na saúde do Amazonas também. Sendo assim, o prazo de investigação foi ampliado e aguardo assinaturas para que seja efetivada a CPI”, disse.

A ALE tem histórico de tentar instalar CPIs, mas ou barra as comissões ou não chega a identificar irregularidades reais nos relatórios finais.

Em 2016, quando estourou a Operação Maus Caminhos, os deputados rejeitaram um pedido de CPI apresentado pelo oposição. Apenas seis deputados assinaram: José Ricardo, Luiz Castro, Alessandra Campelo, Sinésio Campos, Vicente Lopes e Wanderley Dallas. Eram necessárias oito assinaturas.

No novo pedido, segundo justificativa apresentada pelo deputado Péricles, a CPI evitará que a atual gestão seja responsabilizada por crimes na saúde de governos anteriores, assim como evitará que negligência atual seja justificada no passado.

“Muitas vidas já se foram por conta da má gestão e desvios na nossa saúde, podemos dizer que antes mesmo da pandemia, e neste momento, centenas de entes queridos seguem morrendo sem que seja tomada postura transparente e firme por parte dos governos sobre a utilização dos gastos públicos”, alegou.

“A pandemia só veio evidenciar o caos das nossas unidades de saúde com nossas estruturas deficitárias, com profissionais com salários atrasados. E o cenário segue o mesmo. A má gestão dos recursos destinados para o controle do coronavírus no Estado é evidente. A falta de informações – até mesmo a poderes – evidencia que tudo precisa ser esclarecido por meio de uma CPI. Agora é o momento”, concluiu.

Da Redação
Amazonas Atual
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