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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Mulher que morreu atacada por pitbulls ao visitar namorado tinha contato com cães, diz filho

Marli Donegá foi mordida por seis cães em uma em chácara no interior de SP. O namorado também foi atacado, mas conseguiu se esconder dentro de casa e pedir ajuda. O casal e um amigo voltavam de um restaurante quando houve o ataque.

ATUALIZADO

POR: G1 23/07/2021 ÀS 16:10

Mulher que morreu atacada por pitbulls ao visitar namorado tinha contato com cães, diz filho
 Foto:Reprodução/TV TEM

O filho de Marli Donegá, de 53 anos, que morreu após ser atacada por seis cães da raça pitbull em uma chácara de Birigui, interior de SP, afirmou que a mãe costumava frequentar a propriedade e tinha contato com os animais.


“O dia em que ele não trabalhava, minha mãe dormia na chácara. Ela tinha contato com os animais. Minha mãe era uma pessoa muito acolhedora e disposta a ajudar. Essa é a imagem que vai ficar”, diz o filho da vítima, o fisioterapeuta Hugo Tizura.

Ela namorava o caseiro, responsável por alimentar os cachorros e cuidar da propriedade. O caso foi registrado na noite da última quarta-feira (21).


Ataque

Segundo a Polícia Civil, Marli, o namorado e um colega saíram para ir a um restaurante. Os cachorros foram soltos antes dos três deixarem a chácara.


O ataque aconteceu quando o casal retornou para a propriedade. O namorado tentou impedir que Marli fosse ferida pelos cães, mas também foi mordido e sofreu diversos ferimentos.


Namorado internado

Apesar de ferido, ele conseguiu fugir para dentro do imóvel e pedir ajuda antes de ficar desacordado. Já Marli não resistiu aos graves ferimentos e morreu no local.


Marli sofreu múltiplas fraturas, escalpelamento, diversos ferimentos provocados por mordidas, lacerações e teve partes do corpo arrancadas, de acordo com a Polícia Militar.


O namorado da vítima teve hemorragias em diversas partes do corpo, vários cortes profundos e suspeita de fratura em uma das pernas. Ele segue internado na Santa Casa de Birigui.


Tio lamenta tragédia

O corpo de Marli foi velado com caixão fechado e enterrado na quinta-feira (21), em um cemitério de Birigui. Parentes e amigos da mulher acompanharam a cerimônia, que foi rápida por conta da pandemia.


O tio de Marli disse que a família ficou chocada e apavorada com a forma como ela morreu.


“Foi massacrada. Não merecia. Foi uma tragédia horrível. Vai fazer muita falta. A Marli era gente para ninguém botar defeito. Ela cuidava de toda a molecada das igrejas. Não tinha tempo ruim”, afirmou o aposentado Alcides Paschoal.

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