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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Acusado de estruturar o PCC no DF é suspeito de explodir banco em Araçatuba

Apontado pelas forças de segurança como um criminoso reincidente, Adelson Rocha Campos, 49, foi, recentemente, alvo de dois mandados de prisão. 

Atualizado

Por:Uol 04/01/2022 às 09:34

Acusado de estruturar o PCC no DF é suspeito de explodir banco em Araçatuba
Criminosos chegaram a espalhar explosivos durante ação em Araçatuba (SP) Imagem: Reprodução


No primeiro, expedido pela Justiça do Distrito Federal, ele é acusado de estruturar e expandir o PCC (Primeiro Comando da Capital) em Brasília.


O segundo mandado de prisão foi assinado pelo juiz Emerson José do Couto, da 1ª Vara Federal de Araçatuba (SP). Adelson é suspeito de ter participado do roubo a bancos com explosivos em Araçatuba, em agosto do ano passado, um dos ataques mais violentos da história do país.

Ouvido pela reportagem, Willians Francisco de Arruda, advogado de Adelson, disse que seu cliente é inocente e que não há provas contra ele nas duas acusações. O defensor afirmou que Adelson nunca esteve em Brasília, não integra o PCC e, no dia do roubo em Araçatuba, estava em casa.


Mas, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, Adelson, também conhecido como Luís Adriano e Arlindo Cruz, recebeu do PCC a missão de organizar e articular o avanço da facção criminosa na "área 61", como é denominada a região de Brasília e seu entorno.


A tarefa dele era atrair para o PCC o maior número de faccionados no sistema prisional e nas ruas do Distrito Federal. Adelson foi apontado por policiais civis como o "geral", o líder principal, da maior organização criminosa do Brasil na "área 61". O número se refere ao código do DDD da região.


Bilhetes na Papuda

As investigações começaram com as apreensões de bilhetes, um telefone celular, um carregador e dois chips no pavilhão de segurança máxima do CIR (Centro de Internação e Reeducação), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Policiais civis apuraram que os bilhetes foram escritos no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) e traziam mensagens codificadas e compilações de artigos do estatuto do PCC, com orientações sobre o avanço do grupo criminoso nas unidades prisionais do Distrito Federal.

Investigadores interceptaram com autorizações judiciais ligações telefônicas de Adelson com presos do Distrito Federal e com outras pessoas em liberdade. De acordo com os agentes, ele articulava de Piracicaba (SP) a expansão do PCC na "área 61".

O Ministério Público do Distrito Federal denunciou Adelson e outros nove acusados - cinco deles de São Paulo - pelo crime de associação à organização criminosa. A Justiça decretou a prisão preventiva dos envolvidos e autorizou a quebra do sigilo telefônico deles.


Aniversário do PCC


O mandado de prisão contra Adelson foi cumprido no dia 31 de agosto de 2021, um dia após o roubo violento em Araçatuba, e, coincidentemente, no dia do aniversário de 28 anos do PCC, fundado no ano de 1993 na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté (SP).


Em ação conjunta, policiais civis de São Paulo e de Brasília prenderam Adelson na casa dele, no bairro Jardim Gilda, em Piracicaba. No mesmo imóvel, também foram presos Lucas Dias Tavares, 31, Guilherme Ciareli dos Santos, 25, e Christian Domingues, 45.


Os quatro são suspeitos de envolvimento no roubo a banco em Araçatuba e tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz federal Emerson José do Couto. Christian, porém, foi solto por ser primário, ter residência fixa e porque não havia provas suficientes contra ele.


Em depoimento, Lucas afirmou que era fugitivo da Justiça do Distrito Federal e admitiu ter sido um dos líderes do PCC em Brasília, Ele negou participação no roubo de Araçatuba e não soube explicar o que fazia na casa de Adelson. Contou que foi para lá no dia 27 de agosto e não saiu depois.


R$ 12 milhões em joias

De acordo com investigações da Polícia Federal, Guilherme Ciareli atuou no assalto em Araçatuba e, na fuga, foi ferido com um tiro no braço. Agentes garantem que ele se refugiou na residência de Adelson.


Ao depor, Adelson alegou que acolheu Guilherme em casa a pedido de antigos "irmãos" do PCC, cujos nomes não revelou. Disse ainda que deu abrigo a Lucas atendendo solicitação de um padre. Acrescentou que não é integrante do crime organizado e que não atuou no roubo em Araçatuba.


Adelson é condenado a 29 anos por latrocínio (roubo seguido de morte) e, de acordo com o advogado Willians Francisco Arruda, ele cumpria pena em regime aberto. O defensor ressaltou que as acusações contra o cliente são apenas ilações e baseadas em ligações telefônicas.


O advogado disse à reportagem que, até agora, nem a Polícia Civil de Brasília nem a Polícia Federal de Araçatuba apresentaram provas contra Adelson. Segundo Arruda, no dia do roubo em Araçatuba, o cliente dele estava em casa e tem álibi para comprovar.


O assalto em Araçatuba levou pânico à cidade, deixou dois inocentes mortos e outros feridos. Os criminosos ligados ao PCC, usaram armas de guerra e 150 kg de explosivos. Os ladrões roubaram R$ 4,3 milhões em espécie de um banco e R$ 12 milhões em joias do setor de penhor de outra agência.


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